segunda-feira, 2 de junho de 2008

O teatro, na sala de aula

Quero contar como considero maravilhoso usar o teatro, a música, a poesia, a alegria, a arte, enfim, em qualquer aprendizado. Tenho uma queda enorme por essas linguagens, e sempre procuro encaixar aqui ou ali, no meu fazer pedagógico, essas formas de "dizer".
Já me vesti de jogador de futebol, de vovó (gosto, particularmente, desse personagem), de palhaça, de carteiro ("Seu" Ananias, personagem de André Neves, no livro A poesia de Dona Sofia), de Salvador Dali, com direito a falar em espanhol e tudo. Meus planos são me vestir de Chiquinha (do seriado Chaves), ainda este ano.
Acredito que as coisas que se aprende, que se ouve, sobre as quais se interage numa situação dramatizada, ficam pra sempre. É assim comigo, adulta, próxima da chamada terceira idade (quero chegar na décima!); como poderá não ser para as crianças, tão desprovidas de proteção contra o novo?

Não sofro mais

Inventei um jeito de não sofrer. De parar de chorar. De parar de me arrepiar até à alma, diante de determinadas falas de determinados profissionais de determinados... ah, deixa pra lá... O importante é que inventei. Afinal, não era muito coerente alguém que preza tanto a mudança, continuar batendo sempre na mesma tecla da revolta e, principalmente, da dor. Não mesmo. Inventei.
Inventei a música na cabeça. Coisa mais simples impossível. Sempre que ouço ou vejo algo que me arrepia, no contexto escolar ou educacional em geral, imediatamente penso numa música. Qualquer música boa. Coisa que eu gosto. Coisas que me fazem bem. Coisas que me dão prazer. Coisas que me completam. Música.
Parece bobo, não é? Ora, é o tipo de bobagem que funciona muito bem. Não sofro mais. Sei que estou fazendo o possível pra ser a diferença nas vidas dos meus alunos. Sei da importância disso. (E sei dos meus próprios erros. Não sou perfeita e os cometo todos os dias, em números preocupantes. Mas tento resolver da melhor maneira possível e me policio para não cometê-los de novo).
Nietzsche inventou o largo sorriso. Eu, a música na cabeça... E olha que mágica: essa música (qualquer que eu esteja "ouvindo") abriu meus olhos para as coisas boas também. Nem tudo são trevas. E isso me fez bem. Tem me feito bem.
Quando minha invenção não funcionar mais, terei que inventar outra coisa. Bem, adoro mudanças. E tu?